Maria de Lourdes Parreiras Horta

Maria de Lourdes Parreiras Horta

Museóloga, graduada pelo Curso de Museus da Universidade do Brasil, atual Escola de Museologia da UNIRIO, doutorou-se em Museologia pela Universidade de Leicester, Inglaterra, em 1992, defendendo a tese “A Semiótica dos Museus, uma nova abordagem da comunicação museológica”. O diploma de doutorado em Comunicação foi recentemente revalidado pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Introduziu no Brasil, em 1983, o conceito e a metodologia que intitulou “Educação Patrimonial”, hoje difundida em todo o país, e sobre a qual vem ministrando inúmeros cursos e oficinas, como por exemplo em agosto de 2008, para os técnicos do IEPHA, Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico, do Estado de Minas Gerais.

Presidiu o Comitê Brasileiro do ICOM (International Council of Museums), órgão ligado à UNESCO, de 1993 a 1999. É membro ativo do Comitê Internacional de Museologia e do Comitê  de Educação e Ação Cultural do ICOM, e membro do Conselho Consultivo do Comitê Brasileiro.

Professora convidada e conferencista em diversas Universidades e cursos de especialização no Brasil e no exterior, é autora de inúmeros artigos em revistas especializadas, destacando-se o “Guia Básico de Educação Patrimonial” (Museu Imperial/IPHAN/1999). Em 1965 iniciou sua carreira profissional como assistente de conservador no Museu da Imagem e do Som, no Rio. De 1967 a 1968 usufruiu de bolsa de estudos da Fundação Calouste Gulbenkian realizando pesquisas em Lisboa, Portugal. De 1985 a 1986, usufruiu de bolsa de estudos do CNPq e do British Council, para desenvolver estudos de pós-graduação que resultaram no diploma de PHD, na Universidade de Leicester, no Reino Unido.

Ingressou no serviço público em 1970, por concurso público do DASP do governo federal, para a  carreira de Conservador de Museus, colocando-se em primeiro lugar, sendo nomeada para o cargo no Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, em novembro de 1970. A partir de então desempenhou diversas funções como museóloga e consultora do Departamento de Assuntos Culturais do Ministério da Educação e Cultura, como Chefe do Setor Técnico do Museu Nacional de Belas Artes, como Chefe da Divisão de Museologia do Museu Imperial (de 1978 a 1985), e como Coordenadora Geral de Acervos Museológicos da Fundação Nacional pro-Memória (de 1986 a 1990).

Foi consultora da ELETROSUL no Projeto de Resgate dos Elementos Culturais do Alto Uruguai (Projeto Arca de Noé), durante o desenvolvimento do projeto de implantação da Usina Hidroelétrica de Ita, do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, Pará, do Museu Histórico e Diplomático do Itamaraty (Ministério das Relações Exteriores), do Programa Salto para o Futuro, da TV Educativa, e consultora ad-hoc do CNPq/ Ministério da Ciência e Tecnologia. Em janeiro de 1991 assumiu a direção do Museu Imperial em Petrópolis, cargo do qual se exonerou em dezembro de 2008.

Conferencista em inúmeros simpósios e seminários, nacionais e internacionais, foi também professora assistente e professora adjunta no Curso de Museus da atual UNIRIO, e na Universidade Santa Ursula, no Rio de Janeiro, nas disciplinas de Técnica de Museus, História da Escultura, História da Gravura e Desenho e História da Arte. Foi “scholar” convidada pelo Woodrow Wilson Center, em Washington, Dc., em 2000, realizando um estudo sobre a organização dos museus estatais americanos reunidos na Smithsonian Institution. Em dezembro de 2005 participou como  convidada pelo Centro de Estudos do Palácio de Versailles da conferência sobre os “Simbolos e Imagens do Poder”, com a palestra “Le Roi est mort, vivent les Rois – l´antropophagie symbolique à la bresilienne”. De 2000 a 2008 coordenou diversos projetos especiais no âmbito do Museu Imperial e do IPHAN, destacando-se o espetáculo de “Som e Luz”, em parceria com a Fundação Roberto Marinho e a Eletrobrás, o Programa de Artes Visuais na Plataforma Contemporânea, em parceria com a FUNARTE, o Centro de Educação Patrimonial, atendendo uma média de 55 mil alunos anualmente, a Sala Manuel Bandeira, para programação de cinema e multimidias, e o Projeto de Digitalização e Acessibilidade do Acervo do Museu Imperial, aprovado pelo Pronac/MinC, no montante de R$ 19.900.000,00, já com o apoio da IBM do Brasil, no montante de R$ 4.000.000,00, em fase de implantação naquela instituição. Em 2009 participou como conferencista do Simpósio sobre a História Européia de ultramar, no Museu Histórico de Berlin, e do Congresso de Educação, Patrimônio e Museus promovido pelo CECA/ICOM Latino Americano, como palestrante magistral, em Santiago do Chile.

Durante sua gestão no Museu Imperial implantou a Sociedade de Amigos do Museu Imperial, em abril de 1991, hoje reconhecida como OSCIP pelo Ministério da Justiça, e que foi responsável pelo desenvolvimento e manutenção de inúmeros projetos em parceria com a instituição, entre os quais o serviço de “audioguides”, o Bistrô e Casa de Chá “Petit Palais”, o Café Leopoldina, o “Expresso Digital”, e a Loja “Empório da Corte”, além do manejo e manutenção do espetáculo de Som e Luz e do serviço de monitoria educacional aos estudantes e professores, crianças e adultos em visita ao Museu Imperial.

Atualmente é consultora independente e pesquisadora nas áreas de História, Artes e Patrimônio Cultural (Creative Heritage & Patrimônio Criativo – Museologia e Produção Cultural Ltda.). Pesquisadora em nível de pós-doutorado junto ao Programa Avançado de Cultura Contemporânea – PACC – do Forum de Ciência e Cultura e da Escola de Comunicação da UFRJ. Diretora de Patrimônio e Cultura do Instituto PRESERVALE, RJ. Coordenadora Técnica do Instituto Cultural Cravo Albin, Rio de Janeiro, RJ.