Conheça o ICCA

Você sabe o que é o ICCA? Conheça agora:

Restauração de vinil

Restauração vinil

Uma das primeiras ações desenvolvidas pelo Instituto Cultural Cravo Albin (ICCA) foi o restauro de vinis.  Em 2001, o Icca, numa iniciativa raramente implementada no país, começou, graças ao apoio constante  da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), a recuperar seu acervo de vinis  de música popular brasileira, utilizando uma metodologia inédita.
A técnica nasceu de um arranjo perfeito. O ICCA queria preservar a coleção de álbuns formada ao longo  dos anos e que acabara de ser doada ao recém-criado Instituto. Já o arquivista e conservador Sérgio Albite  se inquietava com a inexistência de um método que preservasse tão preciosos objetos musicais. A ideia  virou projeto de pesquisa. O apoio da Faperj viabilizou a implementação. A proposta aprovada previa a  recuperação dos vinis de MPB – metade do acervo de 16 mil discos do Icca. “O vinil vira protagonista do  cenário fonográfico nacional a partir de 1964. Antes, tínhamos os discos feitos de goma-laca, com 78  rotações por minuto, enquanto o vinil tem 33”, explica Albite.

restaurar

O método desenvolvido pelo Icca consiste em quatro etapas: preservação física dos discos, processamento da informação, digitalização do som e da imagem da capa. Seria assim tão simples como colocar um CD para tocar? Nem tanto, como mostram as explicações técnicas de Sérgio: “Começamos com uma limpeza mecânica, usando jato de ar. Em seguida, lavamos os discos com um detergente especial. O detergente elimina fungos, manchas e a oleosidade causada pelo manuseio. Após a secagem, aplicamos outra sessão de jato de ar”, resume. Mas o pulo do gato dessa etapa está justamente no acondicionamento dos discos: em vez do usual plástico, o vinil é embalado num produto importado – o Tyvek. “É um dos elementos pioneiros. Além de anti-abrasivo, o Tyvek é resistente, neutro e estável”, ensina.

 DOAÇÃO

O Instituto Cultural Cravo Albin nasceu, em 2001, de uma doação. Coube a Ricardo Cravo Albin transmitir a sede à cidade do Rio de Janeiro – charmoso sobrado no bairro da Urca. De quebra, o patrono deixou também valioso acervo acumulado ao longo de sua vida.

Doação Não foi um esforço solitário. A ideia encontrou eco em outros cantos, fazendo do Instituto um catalisador cultural do Rio. Uma lista de doadores que vai de Nélida Piñon a Joaquim Falcão, passando por Anna Bloch e Mary Ventura, mostra alguns dos parceiros do ICCA para que o projeto do Instituto siga em frente e se amplie. Vitrolas, vinis, programas de rádio e vestimentas fazem do ICCA uma espécie de Museu da MPB. Juntaram-se à proposta nomes como Geraldo Casé, René Haguenauer, Mario Priolle e Ivon Curi, entre dezenas de outros. Além da boa vontade, trouxeram peças importantes para se montar o quebra-cabeça chamado MPB. As doações vão desde objetos antigos a gravações históricas – como um encontro de Pixinguinha, Tom e Vinícius no Clube de Jazz e Bossa. Chegou ao ICCA vindo de Guaratinguetá, São Paulo, uma coleção completa de duas toneladas de discos pertencentes ao dono de uma rádio desativada na cidade.
Doação figurino

Maleta contendo vestido de show do grupo As Frenéticas. Doação: Leiloca 2006

Os motivos são distintos. Há, sem dúvida, a intenção de tornar comum um bem privado. “A vocação do doador é desprender-se da própria coleção em benefício de outra, em muito, superior a sua. Ao agir assim, tem a convicção de alojar os objetos de sua estima junto a quem sabe dar dimensão real ao material recebido”, explica a escritora Nélida Piñon. A imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) cedeu sua coleção com cerca de cem álbuns de MPB. “Renunciei aos meus discos, preciosos para mim, obedecendo à urgência histórica de incorporá-los à coleção do Instituto Cultural Cravo Albin. Sabia que, à sombra do estudioso, estaria contribuindo para enriquecer o repertório brasileiro e preservar a nossa memória musical”, completa o raciocínio.

LIVROS

Em 2005, o patrono do ICCA lançou seu sétimo livro, unindo duas de suas paixões: música e Rio de Janeiro. Um delicioso passeio pelos ritmos cariocas a partir do século XIX: Tons e sons do Rio. Cada exemplar acompanha um CD com a “Sinfonia do Rio”, de Francis Hime.

A música popular é apresentada durante um passeio pela própria história do país. O passeio proposto ao leitor obedece à seguinte trajetória: do período colonial, o lundu; o Império está representado pela modinha; o choro e a Belle Époque da Primeira República; o nascimento do samba; os áureos anos 30; a dor de cotovelo do pós-guerra; a euforia do carnaval; a batida diferente da bossa nova; a volta do samba nos anos 70; a música de protesto no período da ditadura; a alegria dos festivais e movimentos contemporâneos como rap e funk.

O fundador do Instituto levou apenas quatro meses para concluir a obra. Mas Ricardo gosta de contar a história de um réveillon em Cabo Frio, nos anos 1970, ao lado de Carlos Scliar e Tônia Carreiro, para explicar a façanha. “Scliar pintou uma tela em menos de uma hora. Quando deu o preço, alguém (Edyla Mangabeira Unger) questionou o valor por ser alto, em face do tempo investido. O artista respondeu que o trabalho não era resultado daqueles minutos, mas de anos e anos de estudo. Comigo também é assim”, explica. Dentro desse raciocínio, os quatro meses se multiplicariam em 40 anos, tempo que ele tem dedicado à música.

Tones and sounds of Rio de Janeiro of Saint Sebastian

livros

Em 2007, o livro ganhou uma versão em outro idioma. Com Tones and sounds of Rio de Janeiro of Saint Sebastian, o ICCA lançou o primeiro livro editado em inglês sobre música do Rio, graças ao Itamaraty, que o enviou a todas as embaixadas do Brasil, percorrendo cinco continentes.

Em 2006, Ricardo contou a história da música popular brasileira a partir das vozes de suas divas, no livro MBP mulher, casamento de 150 imagens do fotógrafo Mário Luiz Thompson ao texto de Ricardo Cravo Albin. Ângela Maria, Elizeth Cardoso, Joice, Nana Caymmi, Inesita Barroso são algumas das vozes selecionadas para a coleção. O CD “Canto da MPB mulher” (EMI) complementa a obra.

Em 2010, completaram-se três décadas da morte de Vinicius de Moraes e sua promoção a Embaixador da República. O Instituto não deixou a data passar em branco e lançou um livro em que se celembra a promoção de Vinicius e detalha seu processo de expulsão pelo AI-5 em 1968.

No primeiro semestre de 2012, o ICCA relançou a obra MBP, a história de um século, revista e ampliada. A cereja do bolo da nova edição foi o prefácio de ninguém menos que o imortal Paulo Coelho, ao lado do de Jão Máximo. De autoria de Ricardo, o livro foi originalmente publicado em 1998, tendo esgotado rapidamente, figurando na lista dos mais procurados produtos editorais da Funarte.

DICIONÁRIO CRAVO ALBIN

dicionário

Em 1995, um grupo de pesquisadores do Rio resolveu enfrentar um desafio: estabelecer uma radiografia da MPB desde os seus primeiros passos. O resultado viria após seis anos de trabalho com oDicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira, considerado o maior banco de dados de música da América Latina. Com cerca de doze mil verbetes e em constante atualização, a versão on-line do dicionário é uma obra de referência para os estudiosos da música popular brasileira.
Caiu na rede e foi parar nas prateleiras. Referência na internet para os amantes da música popular brasileira, o Dicionário Cravo Albin de Música Popular Brasileira ganhou, em 2006, capa e páginas e chegou às livrarias. Resultado da parceria entre os Institutos Antônio Houaiss e Cultural Cravo Albin, a obra é uma espécie de encontros da corda e da caneta: do patrono do ICCA e Francisco Manoel de Mello Franco, diretor do Houaiss. Deu samba de primeira.

Índia, um roteiro bem e mal humorado, Editora Mauad (1996);

Escrito todo ele nas andanças do autor durante um mês pela Índia, o livro, a par de ser um roteiro e impressões de viagem, reflete sobre a importância de uma civilização milenar. Narra também o encontro com o Dalai Lama e Madre Teresa de Calcutá.

MPB A História de um Século

MPB – A história de um século, edição trilingüe MEC/Funarte (1997);

Um Olhar Sobre o Rio – Crônicas indignadas e amorosas (2001);

Editora Globo

Coletânea de crônicas apaixonadas sobre a cidade do Rio de Janeiro. Nesse livro Ricardo inscreve-se entre os os poetas e escritores que, nascidos no Rio ou adotando a cidade como sua, dedicam suas obras à Cidade Maravilhosa, nela se inspiram, sofrem com as mazelas que fazem padecer os cariocas e, ao mesmo tempo são capazes de defender, com amor desmedido, as belezas e a gente do lugar que é “bonito por natureza!”.

Rio 40 graus. Edição ICCA. (2001);

O primeiro livro editado pelo ICCA logo depois de sua inauguração. Transcreve um debate realizado em sua sede e de que participaram Carlos Lessa, Ricardo Vieiralves, entre outros. Uma reflexão sobre o Rio do começo da primeira década do novo século.

Driblando a Censura – 2002;

Editora Griphus

De Chico Buarque e Raul Seixas até Dias Gomes e as novelas da TV, quais os critérios utilizados pelo governo militar dos anos de chumbo do Brasil para censurar ou não determinadas canções populares, filmes, peças de teatro, rádio ou televisão? O jornalista e escritor Ricardo Cravo Albin, além de crítico e comentarista, responde, e esclarece, essas e outras perguntas, porque atuou diretamente nos bastidores dessa guerra entre a liberdade de expressão e o medo e paranóia do governo militar brasileiro. Em “Driblando a Censura”, Cravo Albin é a luz a guiar os leitores pelo labirinto sinuoso da história da censura brasileira. Suas palavras, em documentos inéditos até ao ano de 2002, lançam uma chama incandescente de verdade sobre as artimanhas que permeavam a sociedade brasileira na ditadura.

Catálogos Temáticos da MPB. Edição ICCA. (2002);

Os catálogos se compõem de seis livretos e um CD remissivo, abordando temas como “As mulheres da MPB”, “Clube de Jazz e Bossa”, Telenovelas, etc.

encarte capa catalogo 2 capa CD

Textos do Brasil. Música Popular Brasileira. Edição Ministério das Relações Exteriores. (2003);

O Livro de Ouro da MPB – 2003

Ediouro

Relato sobre a vida dos grandes nomes da MPB desde as modinhas e lindus até os ritmos e gêneros contemporâneos com a bossa nova, que fazem a riqueza da música brasileira. Ricamente ilustrado com fotografias do acervo da Funarte e com uma linguagem acessível e despretensiosa, a leitura desse maravilhoso livro revela-se prazerosa e atraente da primeira até a última página.

MPB Mulher

Editora ICCA

O roteiro cuidadoso inicia-se na década de 40 e chega aos dias atuais, construindo um amplo panorama da música brasileira a partir de relatos e imagens sobre a atuação das intérpretes e das compositoras que contribuíram para ampliar o rico e variado repertório da canção popular produzida no Brasil.
Encartado no livro, um CD histórico reúne registros de cantoras consideradas grandes intérpretes da MPB, como é o caso de Ângela Maria, Marlene, Elizeth Cardoso e Nana Caymmi.

Saiba mais…

Maria Muniz – A Sherazade do Rádio – 2005

Editora Andrea Jacobsen

A voz firme, a narrativa envolvente e a criatividade de Maria Muniz foram utilizadas durante mais de 20 anos na criação, produção e apresentação de programas radiofônicos. Maria foi pioneira em produções voltadas exclusivamente para o público feminino. Descobriu talentos como Heloisa Mafalda, Zezé Macedo e Telmo de Avelar, entre outros. Participou da implantação da TV Tupi carioca e criou o primeiro jornal feminino da televisão, abrindo caminho para um estilo que é explorado até hoje.

Dicionário Houaiss Ilustrado da Música Popular Brasileira (2007)

Editora Paracatu

O mais completo e atualizado no gênero. São muitos anos de dedicada pesquisa no Instituto Cultural Cravo Albin sobre esse apaixonante tema agora disponibilizados aos leitores num belo livro impresso.

Biografias e dados relevantes sobre 5.322 autores, intérpretes, grupos, agremiações, blocos e estilos musicais brasileiros. Centenas de ilustrações de notáveis caricaturistas brasileiros, entre eles Chico e Paulo Caruso, K-Lixto, J. Carlos, Lan, Cássio Loredano, Nássara e muitos outros.

Saiba mais…

Tons e Sons do Rio de Janeiro de São Sebastião (2007)

ElPaso / Sesc / Edições do ICCA

O Rio de Janeiro é aqui apresentado pelos compositores e pelos gêneros musicais que nasceram na cidade e se referiram aos seus diferentes aspectos. As imagens que ilustram suas páginas são de autoria de muitos desses músicos e de artistas plásticos e gráficos que realizaram trabalhos sobre temas cariocas.

A última encomendada pelo Ministério das Relações Exteriores para distribuição em todas as Embaixadas do Brasil.
Saiba mais…

Tones and Sounds

Tones and Sounds – edição capa dura do ICCA encomendada pelo Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores. Edição 2008.

Texto diretamente em inglês, contendo DVD com a sinfonia do Rio de Janeiro, de Francis Hime. A edição, inspirada na edição de Tons e Sons em português, foi distribuída pelo Itamaraty em todas as embaixadas do Brasil no exterior.

MPB a alma do Brasil, 5 autores – Ricardo Cravo Albin, Artur Xexeo, João Máximo, Antônio Carlos Miguel e Luis F. Giron. (2009);

Aborda as últimas quatro décadas do final do século XX na MPB. Cada década é escrita por um crítico convidado pelo ICCA. Um grande resumo da história da música popular antecipa as quatro décadas. Os autores são João Máximo, Arthur Xexéo, Antônio Carlos Miguel, Luiz Antônio Giron e Ricardo Cravo Albin. Edição capa dura, acompanhada de dois CDs com as melhores músicas das quatro décadas.

Vinícius de Moraes. Edições ICCA e Fundação Alexandre de Gusmão (MRE – Ministério das Relações Exteriores). (2011);

Edição cuidadosamente feita pelo ICCA para celebrar a promoção de Vinicius de Moraes a Embaixador da República (2010), antecipando as comemorações do centenário do poeta em 2013. Edição capa dura contendo 1 CD e 1 DVD.

Reedição da revista e ampliada MPB, a história de um século, agora quadrilíngue, com prefácio de Paulo Coelho. Edição 2012.

Edições Funarte

Em convênio entre Funarte e ICCA, o livro é uma edição revista, ampliada e repaginada da edição original de 1997. A nova edição apresenta texto e legendas também em francês – além das três línguas da edição inicial (inglês, espanhol e português). Acompanha novo prefácio de Paulo Coelho.

dicionário 2

Transformar ritmo, som e poesia num dicionário é tarefa hercúlea. E como os mitos só tinham espaço enquanto verbetes, em vez de Hércules, Albin e Mello Franco convocaram cerca de 90 experts de áreas as mais diversas – da bossa nova à informática – para tornar o intangível, palpável. O conteúdo – até então acessível somente via internet – ganha forma, cor e ilustrações (muitas ilustrações!) pelas mãos dos guardiões da palavra do Instituto Houaiss. Ganha também novo nome e sobrenome: Dicionário Houaiss Ilustrado da Música Popular Brasileira.

A mais completa publicação do gênero destrincha, na concisa forma de verbetes, biografias e dados relevantes de millhares de autores, intérpretes, grupos, estilos e instrumentos ligados ao universo da MPB. Do lundu ao funk carioca, do Cordão da Bola Preta à Orquestra de Cordas Dedilhadas de Pernambuco, não há som que escape à minuciosa pesquisa.

cassio

Caricatura de Vinícius de Moraes por Cássio Loredano.

Um dos mais notáveis desenhistas brasileiros,Cássio Loredano garimpou mais de 600 ilustrações e reuniu os melhores traços do cartoon brasileiro. De J. Carlos a Ziraldo, Lan, Chico Caruso, passando pelos modernos Cau Gómez,Cavalcante e Lula.

COMITÊS PARA CELEBRAR NOTÁVEIS DA MPB

Em 2007, o Instituto criou mais uma iniciativa no sentido de preservar a memória da MPB: os Comitês do Instituto Cultural Cravo Albin. O ICCA percebeu que a capacidade dos cariocas de recordar pessoas e acontecimentos que marcaram o Rio de Janeiro precisava de um reforço e resolveu dar uma de “memorex”. Decidiu, então, organizar comitês no Instituto para homenagear grandes personalidades da cidade. Donga, Braguinha, Pixinguinha, Mario Reis e Andre Filho, além de Orlando Silva 100 em 2015. foram alguns dos nomes celebrados pelo Comitê, muitos dos quais recebendo sessões solenes na Câmara dos Vereadores. As homenagens prestadas pelo Instituto desde sua criação em 2001 começaram com o tributo aos 80 anos de Herivelto Martins, em 2001, com sarau, exposição e jantar para 80 convidados no dia exato de suas 80 primaveras.

com

Sarau e jantar para Herivelto – 80 anos. Na foto, Marlene, Braguinha, Billy Blanco e Herivelto Martins.

SARAUS DO ICCA

comitê 2

Sarau para João Bosco e Joel do Bandolim

A Urca inspirou o ICCA a dar mais um presente ao Rio. Influenciado pela vista belíssima formada pelo conjunto dos Morros do Pão de Açúcar e da Urca, abaixo dos quais se encontra a sede do ICCA, criou os Saraus. Desse modo, os primeiros, a partir de 2003, foram a moldura perfeita para materializar um sonho antigo: os Saraus unindo música reverencial, literatura e exposições temáticas em nosso salão de Mostras Temporárias, no Largo da Mãe do Bispo.

Conheça e veja alguns outros Saraus e homenagens específicas.

 A cada sarau, um grande nome da música popular brasileira era homenageado. Uma verdadeira noite de adoração, em que a obra musical do cultuado seria destrinchada – som e poesia. O ápice do evento consistia na inauguração da placa em deferência à estrela da noite. Uma espécie de Hall da Fama da MPB. Sueli Costa e João Bosco foram alguns das dezenas de estrelas homenageadas.

MPB VIROU LIÇÃO DE ESCOLA

Saraus da Pedra 2unnamedescol

Em 2008, o Instituto Cultural Cravo Albin resolveu ensinar à garotada com quantas notas se faz a história da MPB. Inicialmente, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação, surgiu o projeto Música Popular Brasileira nas Escolas. A música popular brasileira é apresentada a partir de seis cortes transversais: cronologia da MPB; a sedução do choro; samba dos bambas; a diversidade do regional; os 50 anos da bossa nova; a Febre dos festivais: debate sobre MPB. A proposta contempla ainda livretos, DVDs e CDs com pôsteres. A história da MPB é estudada desde Ernesto Nazaré a Diogo Nogueira, passando por gêneros musicais e movimentos estéticos. Este projeto está sendo replicado constantemente, patrocinado pela Secretaria Estadual de Cultura, Light, entre outras.

 

 MÚSICA E MAUSOLÉUS

Em 2008, o ICCA decidiu rastrear a música que jaz nos mausoléus do Rio de Janeiro. A ideia foi viabilizada pelo projeto “Formação do inventário para os cemitérios da cidade do Rio de Janeiro”, acordo entre o ICCA e o Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), órgão da Secretaria Estadual de Cultura. A iniciativa faz pesquisa para mapear todos os cemitérios do Rio em busca de mausoléus de figuras expressivas de nossa música. Entre os grandes nomes da música sepultados em cemitérios no Rio estão Vicente Celestino, Francisco Alves, Cazuza, Carmem Miranda, Ataulfo Alves e Noel Rosa, entre dezenas.

 

TOMBAMENTO DE ESCOLAS DE SAMBA

Saraus da pedra 3

Saraus da pedra 4

Em 2009, o Instituto Cultural Cravo Albin deu entrada no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a um pedido que deixará a cidade do Rio ainda mais festiva. A solicitação pleiteia que a forma estratégica das Escolas de Samba receba o status de Patrimônio Imaterial do Rio de Janeiro, devido a sua enorme importância na construção dos pilares socioculturais cariocas.

MPB lição escola

PARCERIA BNDES

A tarefa de zelar e remodelar o precioso acervo da música popular brasileira foi fortalecida por uma parceria entre o Instituto Cultural Cravo Albin e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que viabilizou a missão de reforma das instalações do ICCA. O Projeto “MPB, uma paixão nacional: a necessidade da preservação”, firmado em 2010, foi um projeto de pesquisa e preservação multidisciplinar, dividido em seis etapas: levantamento das tipologias documentais, diagnóstico, tratamento, catalogação, armazenamento e digitalização de fitas magnéticas de vídeo. O pulo do gato foi a disponibilização do vastíssimo acervo na internet – o que viabiliza consultas em qualquer parte do mundo. O que de fato os sites do ICCA vêm promovendo.
Clube Jazz e Bossa

Equipe do ICCA depois da realização do projeto.

BNDES

Olívia Hime na homenagem a Francis Hime

BNDES2

Eduardo Dusseq e Leiloca, das Frenéticas.

 

CLUBE DE JAZZ E BOSSA

Em 2010, o ICCA decidiu homenagear um dos mais famosos casamentos da música popular brasileira: o do jazz com a bossa nova, recriando o antológico “Clube de Jazz e Bossa”. As apresentações musicais aconteceram aos sábados. A série, produzida por Archimedes Monea, instituiu o Diploma Tenório Jr., uma homenagem ao pianista brasileiro desaparecido na Argentina na época da ditadura e um dos músicos mais importantes da bossa nova.

Tombamentos de Escolas de Samba

Foto histórica de 1965 com Jorge Guinle (Presidente do Clube de Jazz e Bossa), ao lado de Ricardo Cravo Albin (idealizador e apresentador das Jam-Sessions).

MÚSICA PARA FRUIR

wine

Em 2011, o Instituto Cultural Cravo Albin se lançou em mais uma aventura: o projeto “Vinho & música especial”. Uma oportunidade de juntar dois grandes prazeres da humanidade: vinho e música. A iniciativa conjugou o melhor da MPB à degustação de vinhos, em busca da combinação perfeita. O objetivo foi viabilizado por meio de parceria com José Grimberg, da Bergut Vinho & Bistrô.

Em 2011, o Instituto Cultural Cravo Albin se lança em mais uma aventura: o projeto “Vinho & música especial”. Uma oportunidade de juntar dois grandes prazeres da humanidade: vinho e música. A iniciativa conjugou o melhor da MPB à degustação de vinhos, em busca da combinação perfeita. O objetivo foi viabilizado por meio de parceria com José Grimberg, da Bergut Vinho & Bistrô.

O “Vinho & música especial” teve uma dinâmica bem peculiar. Dividido em quatro ou cinco blocos musicais, cada um deles regado a um vinho previamente escolhido. Em todo encontro havia uma banda musical e um especialista em vinho.

Música para Fruir 3

 

 

NA ERA DO RÁDIO

Preenchendo um gap de, talvez, mega-hertz de distância, o ICCA uniu a era do rádio à da internet. Com a Rádio Cravo Albin (radiocravoalbin.com.br), criou um novo capítulo na história do rádio brasileiro. Inovou ao disponibilizar na internet o melhor da MBP no período de 1811 até os dias de hoje. A Rádio digital é a única que não toca letras: oferece o melhor da música instrumental brasileira. A rádio do ICCA também se destaca por ser a única emissora no Brasil dedicada exclusivamente ao músico brasileiro, não ao cantor.

Na era rádio

 

A interatividade é outro diferencial da Rádio Cravo Albin: reúne o prazer de ouvir música e a possibilidade de o ouvinte ser imediatamente informado de detalhes sobre a composição que está no ar, remetendo cada intérprete e compositor ao verbete on-line do Dicionário da MPB. Outro atrativo: o acesso é totalmente gratuito, artigo raro nos dias de hoje.

EXPOSIÇÃO

Instalação de estúdio original da Era do Rádio
Réplica de estúdio original das rádios Mayrink Veiga e Nacional.
O ICCA reconstruiu em seu salão de exposição permanente, instalado no quinto andar (cobertura), uma réplica de estúdio original da Era do Rádio (1930 – 1960). São cerca de 200 itens originais de colecionadores abrangendo microfones de pé e de mesa, alto-falantes de época, mesa de operação, armários de transmissão, entre outras peças raras.
Música para Fruir

PRA-9 – microfone original de 1930 da Rádio Mayrink Veiga.

Música para Fruir 2

Gravador de acetato da Rádio Mayrink Veiga (1940)

 

A era do rádio foi recriada no Instituto numa exposição memorável. A mostra resgatou o acervo da lendária Rádio Mayrink Veiga e contemplou transmissores, gravadores, microfones, alto-falantes e todo o conjunto técnico que compunha uma estação de rádio entre os anos 1930 e 1960. O público carioca teve acesso a itens como letreiros originais – as históricas plaquinhas em que leem: “Aplausos”, “Silêncio”, “No Ar”. Complementou a coleção da era do rádio uma coleção de aparelhos antigos, de todas as épocas e marcas possíveis, abrangendo 45 unidades. A trilha sonora não poderia ser mais apropriada: programas da Rádio Nacional eram transmitidos no momento em que o público visitava a instalação.

Exposição

HOMENAGENS

MARLENE

Uma ideia do Instituto Cultural Cravo Albin para homenagear grandes nomes da música brasileira foi encampada pela Secretaria Municipal de Cultura do Rio no segundo semestre de 2012. O projeto “Memória MPB: show e exposição” teve como tema de sua primeira edição a cantora Marlene.

A proposta era simples: celebrar grandes nomes de nosso cancioneiro com shows e exposições temáticas. A casa, para lá de convidativa: o ICCA. O espetáculo que abriu a mostra contou com a participação de Ellen de Lima, Sonia Delfino e Doris Monteiro. As duas últimas substituíram Carmélia Alves e Carminha Mascarenhas, que integravam a formação anterior do grupo.

A exposição em homenagem a Marlene – a última feita com a cantora ainda viva, em 2013 – foi programada pela Associação Marlenista do Rio de Janeiro (AMAR), organização integrada por admiradores e fãs da cantora. Um dos pontos mais altos da mostra foi sua coleção de vestidos, pela primeira vez expostos ao público.

NOEL

Em 2013, o maior poeta da Vila Isabel foi homenageado com uma exposição no ICCA, baseada no livro No tempo de Noel Rosa – o nascimento do samba e a era de ouro da música brasileira, editado pela Sonora Editora. O livro é um clássico de outro morador ilustre de Vila Isabel: Henrique Foréis Domingues, o lendário Almirante, amigo e parceiro de Noel Rosa.

Noel Rosa

A exposição transporta Vila Isabel para a Urca. O universo do compositor está todo lá: as letras de música, objetos pessoais e até o bar de Noel. Uma verdadeira viagem no túnel do tempo!

Exposição 2