Revista Carioquice

O Instituto Cultural Cravo Albin, com o apoio da Insight Engenharia de Comunicação e Marketing, edita trimestralmente a revista cultural Carioquice, com tiragem de 5000 (cinco mil) exemplares e distribuição gratuita, através de mala direta, para instituições culturais e de ensino, especialistas, pesquisadores, jornalistas e formadores de opinião.

A Carioquice vem alcançando grande sucesso e o Instituto planeja, para breve, o lançamento da revista em livrarias e bancas de jornais.

Conheça toda a coleção que também está disponível em versão digital.

Esquina do Ricardo
Vinicius, o embaixador de fato e de direito

A possibilidade de recuperar a memória e a dignidade de brasileiros desterra­dos apenas por lutar por ideias/ideais é das mais nobres tarefas da redemocratização. 0 poeta Vinícius de Moraes, por exemplo, foi brutalmente apeado do seu posto de diplomata pelo AI-5, acusado de “poetinha — vagabundo e comunista”. De lá para cá, Vinícius, que já era grande, tornou-se cada vez maior. Presente no coração dos brasileiros qual um rubi faiscante engastado na memória do nosso afeto comum, Vinícius está cada vez mais vivo, por sua poesia universal, suas letras, suas músicas, sua presença quase onipresente na bossa nova. Vinícius é e será cada vez mais lembrado, cantado, reverenciado.

Pois bem, há mais de um ano, diplomatas do porte de Jerônimo Moscardo e Samuel Pinheiro Guimarães, liderados por Celso Amorim, pediram a promoção póstuma do diplomata-poeta ao cargo de embaixador da República. Todos nós, devotos de Vinícius, esperávamos que o presidente Lula assinasse o ato de imediato. E até há um mês, nada.

Agora, o presidente Lula acaba de enviar ao Congresso Nacional o projeto de lei promovendo Vinícius de Moraes a embaixador.

Lula atendeu a extenso abaixo-assinado de notáveis que foi organizado pelo Instituto Cultural Cravo Albin. No nosso documento, dizia-se que Vinícius sempre teve — até como reles secretário do Itamaraty — o porte de embaixador. Pela altura abissal da poesia e, é claro, por ter sido o artífice da bossa nova. Vinícius, pois, sempre foi legítimo Embaixador, até por puro reconhecimento universal.

Logo que a promoção de Vinícius chegou ao Congresso, o regime de urgência para a tramitação foi acordado entre todos os líderes.

Para concluir, nós, cultores do poeta, propomos — aqui e agora — ao prefeito Eduardo Paes que seja um terceiro embaixador viniciano: dê o nome dele à praça que faceia o vetusto Palácio do Itamaraty no Rio. Até porque o embaixador Jerônimo Moscardo, que preside a Fundação Alexandre de Gusmão do MRE, não só concorda como está disposto a também solicitar ao prefeito mais essa honraria para lustrar a memória de Vinícius.

DIRETOR
Ricardo Cravo Albin

DIRETOR-ASSISTENTE
Maria Eugênia Stein

EDITOR RESPONSÁVEL
Luiz Cesar Faro

EDITORA EXECUTIVA
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REPÓRTER
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ARTE
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Paula Barrene de Artagão

FOTOGRAFIA
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PRODUÇÃO GRÁFICA
Ruy Saraiva

REVISÃO
Rubens Sylvio Costa

CAPA
Adriana Lorete

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Modal Informática