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Os festivais


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Os festivais

“Nesse livreto uma viagem pelo túnel do tempo aos anos 1960 e 1970, com foco nos Festivais da Canção, evento em que o povo brasileiro passava a conhecer tudo o que a MPB produzia. Eram transmitidos “ao vivo” pela TV: Record, Excelsior e Globo. Formidáveis compositores e intérpretes da nossa música presentes nessa vitrina da MPB.

As platéias também faziam parte do espetáculo, com a torcida, o coro, as vaias. Esse clima penetrava, via TV, os lares, que acompanhavam todas as fases, como se fossem capítulos de novela.

Paralelamente, o Brasil sofria com a ditadura militar!!! A censura picotava as artes, os soldados e a polícia desciam os cassetetes nas passeatas. Um enorme contingente de brasileiros foi forçado a deixar o país, tais como Geraldo Vandré, Chico Buarque, Caetano Velloso e Gilberto Gil.

Em 1967, Milton Nascimento ficou famoso em todo o Brasil, com Travessia, em pleno festival da canção, assim como, no mesmo ano, Caetano Veloso, com Alegria, alegria. Da mesma forma, a turma do Movimento Artístico Universitário Gonzaguinha, Ivan Lins, Aldir Blanc, Cesar Costa Filho e João Bosco e Sidney Miller. Também foram os festivais que deram dimensão nacional a Paulinho da Viola (Sinal fechado, 1969), a Djavan (1975, Fato consumado), a Marcos e Paulo Sérgio Valle, e aos Mutantes; que consolidaram o resgate do samba e que colocaram juntos, para o público, Vinícius de Morais e Edu Lobo, Tom Jobim e Chico Buarque de Hollanda. Foram palcos de glória de Baden Powell e Elis Regina, Cyro Monteiro e Elza Soares. Wilson Simonal e Jair Rodrigues. E Maysa, Beth Carvalho, Nana Caymmi, Taiguara e tantos mais…

O primeiro dos festivais, em 1965 foi o da TV Excelsior de São Paulo. Chamou-se I Festival de Música Popular Brasileira. A vencedora foi “Arrastão”, de Edu Lobo, interpretada por Elis Regina.

Além disso, os festivais foram o centro da polêmica entre o pessoal que defendia uma música brasileira sem guitarras e sem outras influências estrangeiras, e os que achavam isso de uma estreiteza tremenda, e que não reconheciam essas nacionalidades impostas à MPB.

Foram os festivais que abriram espaço para o tropicalismo e, que mostraram o que andavam fazendo as estrelas da Bossa Nova, quando já não eram mais somente bossa-novistas.

Enfim, sempre com a adesão popular, os festivais representam um conjunto de obras e de compositores, reunidos numa história cuja palavra-chave é –diversidade-.


Os festivais

Cartaz com a síntese do tema abordado

O Cartaz integra nosso material didático. Trata-se de um importante instrumento de campanha para atrair o público-alvo! Deve, principalmente, estimular a imaginação sobre o assunto em pauta!

Por exemplo: Afixe-o próximo a um mural onde as pessoas possam escrever e deixar comentários sobre o tema!

CD com a seleção de canções

CD com a seleção de canções

O CD do Kit MPB nas Escolas apresenta a seleção de canções que escolhemos para retratar a bela história de nossa música. Sugerimos que faça um planejamento para ouvir em cada aula uma das músicas com seus alunos. Planeje como contextualizá-las nas diversas áreas do conhecimento e, promova um bom momento de estudo.

DVD sobre o tema

DVD sobre o tema “Os Festivais”

O DVD sobre A HISTÓRIA DOS FESTIVAIS é um importante recurso para iniciar uma discussão sobre os principais assuntos e aspectos que são tratados no livreto. Você poderá usá-lo de várias maneiras. Por exemplo: após verem o DVD peça à turma para planejar um festival nos moldes dos anos 60 mas com músicas dos anos 2000. O planejamento, desenvolvimento e avaliação dessa tarefa deve acontecer em várias aulas, conforme cronograma que for estabelecido pelos participantes.