Cabral e o Conselho

Cabral e o Conselho

Publicado em 22/01/2007 no Jornal O Dia

Não é de hoje que todos  reconhecemos uma cândida verdade no terreno sutil (e por vezes incorpóreo) da cultura: há órgãos e/ou idéias que funcionam. Outras não, embora até bem intencionadas.

O Conselho Estadual de Cultura, por exemplo, vem promovendo nesses últimos tempos uma atenta e quase heróica atuação. Aliás, um esclarecimento preliminar: este Conselho, criado e logo presidido pelo extraordinário escritor fluminense José Cândido de Carvalho, é hoje uma referência nacional, já que o congênere federal (do MinC) foi extinto há muitos anos.

Reativado pelo então  Secretário Arnaldo Niskier e integrado por 22 notáveis de todas as áreas de conhecimento, o CEC vem desenvolvendo, em reuniões semanais, um amplo projeto de articulação e  presença culturais como há muito não se via no Estado. São seminários para defender o patrimônio artístico (em parceria com o SESC-Rio). São mapeamentos da literatura e da culinária fluminenses (em parceria com a FAPERJ e INEPAC). São sessões solenes na ABL para reverenciar brasileiros mortos que jazem esquecidos pela falta de memória coletiva que tanto nos aflige. São, enfim, edições de revistas (em parceria com a Imprensa Estadual) como O Prelo, dirigidas pela sabedoria do mais velho conselheiro, a grande figura que é Antônio Olinto.

Além dos estudos de tombamentos de bens imateriais tão caros a nós cariocas como o samba, o jongo, o choro e as escolas de samba.

Em resumo, um trabalho a custo zero e tão criativo poderá ser agora interrompido caso Sérgio Cabral e seu Secretário Conde não acenarem ao Conselho um afago. Uma simples bem-querença. Mesmo  enquadrando o colegiado  no projeto de ambos para as  mudanças tão comuns a novos governos que se empossam.

Ricardo Cravo Albin
www.dicionariompb.com.br

Não é de hoje que todos reconhecemos uma cândida verdade no terreno sutil (e por vezes incorpóreo) da cultura: há órgãos e/ou idéias que funcionam. Outras não, embora até bem intencionadas.

O Conselho Estadual de Cultura, por exemplo, vem promovendo nesses últimos tempos uma atenta e quase heróica atuação. Aliás, um esclarecimento preliminar: este Conselho, criado e logo presidido pelo extraordinário escritor fluminense José Cândido de Carvalho, é hoje uma referência nacional, já que o congênere federal (do MinC) foi extinto há muitos anos.

Reativado pelo então Secretário Arnaldo Niskier e integrado por 22 notáveis de todas as áreas de conhecimento, o CEC vem desenvolvendo, em reuniões semanais, um amplo projeto de articulação e presença culturais como há muito não se via no Estado. São seminários para defender o patrimônio artístico (em parceria com o SESC-Rio). São mapeamentos da literatura e da culinária fluminenses (em parceria com a FAPERJ e INEPAC). São sessões solenes na ABL para reverenciar brasileiros mortos que jazem esquecidos pela falta de memória coletiva que tanto nos aflige. São, enfim, edições de revistas (em parceria com a Imprensa Estadual) como O Prelo, dirigidas pela sabedoria do mais velho conselheiro, a grande figura que é Antônio Olinto.

Além dos estudos de tombamentos de bens imateriais tão caros a nós cariocas como o samba, o jongo, o choro e as escolas de samba.

Em resumo, um trabalho a custo zero e tão criativo poderá ser agora interrompido caso Sérgio Cabral e seu Secretário Conde não acenarem ao Conselho um afago. Uma simples bem-querença. Mesmo enquadrando o colegiado no projeto de ambos para as mudanças tão comuns a novos governos que se empossam.

Ricardo Cravo Albin

www.dicionariompb.com.br