As doze maiores mulheres da MPB

As doze maiores mulheres da MPB

07/03/2015

ICCA escolhe uma dúzia de cantoras e/ou compositoras, as doze maiores mulheres da MPB.

Chiquinha Gonzaga:

Considerada por críticos como uma das fundadoras da MPB. Nasceu no dia 17 de outubro de 1847, possivelmente na Rua Nova do Príncipe, atual Senador Pompeu, freguesia de Santana no Rio de Janeiro, onde passou a infância.

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Carmen Miranda:

Nasceu em Portugal, na pequena aldeia de Marco de Canavezes, Distrito do Porto, vindo para o Brasil com apenas 18 meses. Seu pai, José Maria Pinto da Cunha, que exercia a profissão de barbeiro, imigrou para o Brasil primeiro. Mito maior da música popular no Brasil, primeira artista brasileira que mais sucesso e prestígio alcançou na indústria do entretenimento dos Estados Unidos, para onde imigrou. Primeira artista a decolar para o sucesso por meio dos discos, foi também a cantora de Rádio mais cara do Brasil.

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Aracy de Almeida:

Juntamente com Marília Baptista é apontada como a melhor intérprete da obra de Noel Rosa. Nasceu e cresceu no Encantado, bairro do subúrbio do Rio de Janeiro.  Grande intérprete da obra de Noel Rosa, o Poeta da Vila, começou a cantar profissionalmente na Rádio Educadora, em  1933, por intermédio de Custódio Mesquita, tornando-se um dos nomes mais conhecidos da fase de ouro do rádio.

 

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Dolores Duran:

Terceira dos quatro filhos do casal Armindo José da Rocha e Josefa Silva da Rocha. O pai era sargento da Marinha. Nasceu na Rua do Propósito, situada no bairro da Saúde, centro do Rio de Janeiro. Depois da morte do pai, a mãe, por necessidade, apressou sua profissionalização. Aos doze anos, passou a atuar no “Teatro da Tia Chiquinha”, programa infantil da Rádio Tupi carioca, mesmo ganhando cachês baixos.

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Elizeth Cardoso:

Nasceu na Rua Ceará nº 5, na Estação de São Francisco Xavier, próxima ao morro de Mangueira. Descoberta por Jacob do Bandolim, Elizeth foi crooner de dancings no Rio de Janeiro durante tempo razoável. Começando carreira em rádio e discos ao final dos anos 40, tornou-se uma das vozes mais apreciadas do Brasil a partir das décadas de 50 e 60.

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Maysa:

Membro de uma rica e tradicional família do Espírito Santo, aos 18 anos casou-se com André Matarazzo – um dos herdeiros da família Matarazzo (milionários industriais paulistas descendentes do Conde Matarazzo), 20 anos mais velho do que ela. O envolvimento com a música, no entanto, veio muito antes, desde a adolescência. Em 1956, ao ver o nome de Maysa recusado pela gravadora CBS, em São Paulo, o produtor Roberto Côrte-Real convenceu o empresário José Scatena a ampliar os negócios da RGE, que passava assim de estúdio de gravação de jingles para se tornar um selo do mercado de discos. Aí Maísa gravou seu primeiro LP de 10”.

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Dalva de Oliveira:

Filha mais velha de Mário de Oliveira e Alice do Espírito Santo. Além dela, os pais tiveram mais três meninas: Nair, Margarida e Lila, além de um menino que nasceu com problemas de saúde e morreu ainda criança. Uma das grandes estrelas dos anos 40, 50 e 60, a Estrela Dalva é considerada uma das maiores cantoras e estilistas do Brasil.

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Ângela Maria:

Nascida em Conceição de Macabu, distrito de Macaé, RJ, filha do reverendo Albertino Coutinho da Cunha. Em 1948, saiu de casa aos vinte anos para cantar no Dancing Avenida. Foi descoberta pelos compositores Erasmo Silva e Jaime Moreira, que a levaram para a Rádio Mayrink Veiga. Sua voz privilegiada a tornou estrela em poucos meses nos anos 1951 e 1952.

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Inezita Barroso:

Cantora. Instrumentista. Violonista. Violeira. Arranjadora. Folclorista. Atriz. Professora. Doutora Honoris Causa em folclore e arte digital pela Universidade de Lisboa, Nascida no bairro da Barra Funda, em São Paulo, apesar de paulistana e descendente de família tradicional, apaixonou-se muito cedo pela cultura caipira. Em 1934, apresentou-se, levada pelo pai, no Programa Cascatinha do Genaro, apresentado por Ariovaldo Pires, o Capitão Furtado, na Rádio São Paulo. A partir daí, sua carreira se consolidou ao longo dos 70 anos posteriores.

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Elis Regina:

Nasceu no Hospital da Beneficência Portuguesa, em Porto Alegre, às 15h10. Foi a primogênita do casal Romeu Costa e Ercy Carvalho Costa. Cinco anos depois, nasceria seu irmão Rogério Costa. Em 1959, assinou seu primeiro contrato profissional com a Rádio Gaúcha de Porto Alegre (com a condição imposta pela mãe de que tirasse boas notas no colégio), apresentando-se no “Programa Maurício Sobrinho”, de Maurício Sirotsky Sobrinho. Elis é considerada uma das cantoras mais importantes do Brasil.

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Maria Bethânia:

Filha de José Telles Veloso, funcionário público do Departamento de Correios e Telégrafos, e de Claudionor Vianna Telles Veloso, mais conhecida como dona Canô. Iniciou sua carreira artística em 1963, atuando na peça teatral “Boca de ouro”, de autoria de Nelson Rodrigues e direção de Alvinho Guimarães. Substituindo Nara Leão em 1965 no Teatro Opinião do Rio, Bethânia, logo foi reconhecida como uma das intérpretes mais originais do país.

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Clara Nunes:

Cantora. Compositora. Nasceu em Cedro (Distrito de Paraopeba), hoje Caetanópolis, onde viveu até aos 16 anos. Em 1952, ainda menina, ganhou o primeiro prêmio como cantora (um vestido azul), interpretando “Recuerdos de Ypacaraí” no concurso organizado por Joãozinho da Farmácia. Começando com boleros e como Rainha da radiofonia mineira, Clara, já no Rio, alçou-se à fama a maior intérprete de samba do seu tempo.

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